sábado, 13 de agosto de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
[ - O quereres ]
"...eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão encontrar a mais justa adequação. Tudo métrica e rima e nunca dor, mas a vida é real e de viés, e vê só que cilada o amor me armou, eu te quero (e não queres) como sou, não te quero (e não queres) como és ..."
terça-feira, 17 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
[ - Agua com Sal ]
"As pessoas morrem nunca partem de nós, eu separei-te de mim,cortei-te-me. em cinemas imaginários filmados por mãos iluminadas usei teu corpo. coloquei o deserto do teu coração rente à minha boca. lavaram-me o desespero as lágrimas que choravas no escuro. parti-te.
estou a fazer-te luto. desejei-te tanto. discuti-te tanto
contigo. agora percebo que te atirei demais contra tantos poemas. agora encontramo-nos. eu tenho de colar-te os restos
para conseguir ver-te para além do que trago molhado nos olhos, acabou o passeio no meu jardim interior, pleno de estátuas quebradas, as noites acabo sempre assim, abraçado ao rosto restos da pedra, agradecendo-lhe as imagens..."
estou a fazer-te luto. desejei-te tanto. discuti-te tanto
contigo. agora percebo que te atirei demais contra tantos poemas. agora encontramo-nos. eu tenho de colar-te os restos
para conseguir ver-te para além do que trago molhado nos olhos, acabou o passeio no meu jardim interior, pleno de estátuas quebradas, as noites acabo sempre assim, abraçado ao rosto restos da pedra, agradecendo-lhe as imagens..."
Pedro Sena-Lino
quarta-feira, 13 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
[ - Fragmentos Desvairados IV ]
"O que quer, pequeno?
se tuas asas são recortes de vento,
e, se me aproximo, hei de parecer pesada,
quando sou leve..."
se tuas asas são recortes de vento,
e, se me aproximo, hei de parecer pesada,
quando sou leve..."
"O querer que era grande se tornou pequeno.
E já não me cabia mais. Decidi ir.
Pra longe, me fazer viver.
E parti. Parti em partes, com todas as minhas partes."
E já não me cabia mais. Decidi ir.
Pra longe, me fazer viver.
E parti. Parti em partes, com todas as minhas partes."
"...escolher - não gosto de me sentir levado..."
“O senhor poderia me dizer, por favor, qual o caminho que devo tomar para sair daqui?”
“Isso depende muito de para onde você quer ir”, respondeu o Gato.
“Então não importa o caminho que você escolha”, disse o Gato.
“...contanto que dê em algum lugar”, Alice completou.
“Oh, você pode ter certeza que vai chegar”, disse o Gato, “se você caminhar bastante.”
sexta-feira, 25 de março de 2011
[ - Everything is gonna be alright ]
- Tudo vai ficar bem? o que é ficar bem? Tem dias que a gente sente-se como quem acabou de se afogar, depois de mais um susto conseguir respirar já esperando a próxima onda vir abalar,quão bom seria chegar a calmaria da areia não a do fundo mas a do leito olhar para o céu e que este esteja no seu mais perfeito azul. Sentir a face molhada não somente do sal do mar, mas também de um mar de lágrimas, não de tristeza do universo conspirar para a falta de sorte de ter ido cair no meio da maré, mas sim de satisfação de ter conseguido respirar e nadar até solo firme, como a musica diz a cada mil lágrimas sai um milagre, deve ser isso, um milagre!
domingo, 13 de março de 2011
[ - Take a look at me now ]
- Consegui o melhor dos temperos fazendo o que de amargo e salgado ficar doce. Legionários entre olhares e toques, ver e sentir, decifrar gestos e ler pensamentos. Até onde alguém pode ir para achar a solução de um enigma? O enigma do doce beijo da insanidade envolvendo e dissolvendo almas em prol do melhor paladar.
sábado, 12 de março de 2011
[ - Todd Dowley ]
- Apatia compulsiva e satisfatória, lavando corpo e alma, fechando olhos e boca, respirando profundamente e lentamente acompanhando o ritmado do coração, agora sim se encaixa perfeitamente esta citação: " Sei que consigo disse Todd Dowley, pegando outra espiga de milho da tigela fumegante, - Garanto que com o tempo qualquer vestígio dela desaparecera e a morte dela será um mistério até para mim". Sentir, ou deixar de sentir, fácil assim, como o doce e o salgado, se habituam ao paladar e com o tempo se não variar o cardápio, não sente-se mais seu gosto. É preciso novos temperos.
[ - Fragmentos Desvairados II ]
" Até onde um ser dito humano pode ir pelo outro? Até que ponto pode suportar olhar mais não ser visto, tocar mais não sentir, falar e não ser ouvido? Até quando alguém pode se resignar a viver por uma utopia?"
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
[ Across The Universe ]
- Palavras estão fluindo como chuva sem fim para dentro de um copo de papel
Elas rastejam enquanto passam, elas escapam pelo universo
Poças de tristeza, ondas de alegria estão vagando em minha mente aberta
Me possuindo e me acariciando ... ♪
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
[ - A tempestade ]
- ♪ Veja o sol dessa manhã tão cinza a tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos...
por Rene Magritte
[ - Assim como a chuva que cai, cai também os sonhos, as alegrias e tristezas, derrama-se poluição e pó. Uma torrente de desespero que busca um lago calmo e límpido para se alojar, vai correndo entre e sobre gotas que rasgão a carne e dilaceram as vísceras, transfigurando a alma em lama e o coração em ar. Pudera alguém poder respirar esse novo ar, talvez de tão morto ele traga a vida e faça pulsar os vestígios do que um dia já foi algo inteiro, mostrando o caminho que desvie de uma nova tempestade e de gélidos cortes novamente ]
- ...nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,tão jovens,
tão jovens.♪
sábado, 25 de dezembro de 2010
[ Daniel Lins... ]
- Um pouco do muito que me foi pensado e apresentado...
“O mundo, segundo Nietzsche, é a expressão necessária do caos processual constituído de encontros afetivos, salutares ou desagradáveis entre os corpos. Como, então, ser livre diante da necessidade do caos? Como encontrar no caos sua força positiva, sua potência de vida? A liberdade é uma ação que nos leva a agir e não a reagir; a liberdade é uma prática inserida à vida, como o pensamento. Trata-se, pois, para encontrar a alegria e a liberdade mínimas, de avaliar os afetos dolorosos de maneira afirmativa. Se a liberdade é uma criação social, o sofrimento é próprio do homem. Aquilo que é susceptível de nos libertar, é a conquista dos sofrimentos impostos ao homem como destino. O que é sofrer ? O que nos faz sofrer é, sobremodo, o novo, o desconhecido. A linearidade do corpo (verdades, crenças, valores dominantes) se vê, assim, atormentada pelos sofrimentos.”
...é preciso o caos dentro de si, para fazer nascer uma estrela dançante!
...é preciso o caos dentro de si, para fazer nascer uma estrela dançante!
domingo, 12 de dezembro de 2010
[ Se resume a NADA, ponto. ]
- Quando é que as coisas deixam de fazer sentido? Como que perdemos o guia da razão e não percebemos? Será que é um voltar a ser criança? um devir? É talvez seja isso, uma vontade incessante presa dentro da nossa caixa mágica lutando pra se libertar, e que entre momentos de devaneios e brincadeiras se aflora mostrando suas surpresas e seus enigmas. Talvez eu esteja a deveras horas me incomodando com isso para chegar a "nada", se trata de um nada pessoal, do nada que a em mim e do nada que sai de mim também. Tudo se resume a NADA, ponto. Sim brincar como criança sorrir inocente-mente, mas quem disse que crianças também não fingem um sorrir uma lágrima, quem disse que elas são puras? Somos esses seres corruptos com a gente mesmo desde de que somos somente um embrião, emaranhados em uma placenta de falsidade e conveniências, abraços de contrato e beijos de engano. Somos "paridos" para o sofrimento e para o esquecimento. O primeiro suspiro já infestado de melancolia, de impressões...Ha cansei, ponto.
Pintura de Frida Kahlo
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
[ Fragmentos Desvairados ]
- O bolso cheio de anzóis, mantém a esperança de ser pescado antes que seu ultimo suspiro acabe o levando ao encontro do solo gélido do mar, se desespera, será que no lugar de pescar ela foi dançar? Melhor pensar que ela não é boa de pontaria, se desesperar agora não vai adiantar. Afinal tem dias que a maré vai contra a nossa correnteza nos desfazendo, até os anzóis enferrujarem e não se ter mais ar e o que resta é um (ar)tificio: Dançar é melhor que pescar!!!
sábado, 4 de dezembro de 2010
[ Do café mais amargo ]
- do café mais amargo é de onde retiramos o doce mais profundo, basta ter audácia para mergulhar em suas profundezas...
foto por: Andressα chrystinα Gouveiα [grande amiga e confidente]
- Saudade do tempo onde as coisas eram mais simples e o ar mais leve, a brisa aconchegante e a maré calma... onde os sorrisos eram mais gostosos e as sensações gostosas tinham mais sabor. A perda do paladar, sim, isso talvez tenha vindo pelas circunstâncias e devaneios que a vida traz, que em certos momentos transborda nos retirando a percepção para captar as coisas mais suaves e delicadas do dia a dia. Esse olhar funcional e mecanizado me deixa desassossegada, isso é bom afinal o estranhamento leva a mudança.
As vezes me desinteresso pela minha demasiada vontade de tocar a sujeira mergulhada em mim, seria algo atípico? Precisaria de dedos com pontas metálicas para pescar pedaços que se tornem um inteiro limpo. Limpeza sim isso me interessa.
sábado, 27 de novembro de 2010
[ O Mundo é Um Moinho ]
Cartola
Ainda é cedo, amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estár a beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
[ Lenore ]
" Este é mais um conto dentre tantos outros cantos, mais um sussurro que alcançou minha percepção. Queria escrever algo não verídico [ ou quem sabe algum dia isso foi? ], não queria algo que tocasse o coração, nem a alma, busquei algo que atiçasse os sentidos algo leve e superficial. E foi isso que saiu, algo extremamente simples feito dentro de alguns minutos, sem capricho, nem elevação. Quem sabe algum dia eu tente dar alguma profundidade a esse pseudo-projeto de conto, mas por em quanto somente vou instigar a imaginação e pensar até onde eu poderia ter levado essa falta de ar!"
Um nó sufocou-lhe-me a garganta a lembrar que Lenore uma jovem tão bela, corada como uma rosa e loira como um anjo em uma noite tão escura marcada por uma chuva torrencial e um céu nublado, me perguntou:
_ Morrer não deve ser algo tão ruim assim, o alivio da existência o suprimento para os anseios da alma, não é assim que dizem os grandes poetas Laura?
Lenore descobriu a resposta naquela mesma noite a mais curta de seu outubro, em seu casarão afastado da cidade onde sonhava ter o seu romance contemporâneo.
Porém ela não tinha apaixonado-se por um Edward mãos de tesoura o dela chamava-se Bertram, ele a odiava e a amava era possuidor de um magnetismo que a fascinava e por isso ela não se afastava.
Estavam no segundo andar observando as estrelas sentindo o cheiro de terra molhada, o cenário ideal para uma noite perfeita contudo algo inesperado aconteceu ele sufocou-a tão friamente que o cheiro de morte infestou o lugar jogou-a no chão e abriu suas pernas. Como uma cobra, como um parasita estar presente no corpo dela fazia de si um animal esquecendo a dor de ser homem.
O que ele sentia era algo tao intenso, ele só precisava saber como Lenore era por dentro e ao final de seu deleite cortou-a em pequenas partes para ninguém encontrar-la e inspirado em Hamlet esperava q de sua jovem e imaculada carne pudessem brotar violetas.
domingo, 17 de outubro de 2010
[ A vibrante instabilidade ecoando DE NOVO ]
"Inefável e sem nome é o que constitui o tormento e a doçura de minha alma e que é também a fome de minhas entranhas."
[ Friedrich Nietzsche ]
Até onde posso ir pra me encontrar? Encontrar-me para perder-me novamente na imensidão do meu ser, nesse grande desgaste chamado vida. Não, não sou pessimista prefiro denominar como realista. O não contentar-se de contentamento, [ redundâncias me incomodam, e é inevitável não me incomodar ] a constante busca de algo a mais, será isso algo normal? Ou será a minha vibrante instabilidade ecoando?
Até quando poderei correr em busca do novo, da revitalização da chama flamejante em meu peito? Espero um dia cansar de caminhar, quieta, e me satisfazer com o agora, me aquecer com as brasas já existentes e solidificadas em vez de buscar lapidar, lapidar, lapidar rochedos talvez maiores do que minha capacidade.
Haaa cansei srsrs'... pensamentos de mais, chega a me doer, quão cômodo era aquele tempo de ignorância!!
sábado, 16 de outubro de 2010
[ Tão longe esta o céu ]
"Quando eu, pássaro baleado souber que a dor que me intimida é passageira contentar-me-ei, e de novo ouvirão entre ares e mundo o meu canto. Mas quando fores embora, não terei forças para erguer-me, nem saberei como enviar meu canto ao mar silencioso, saberei apenas que a dor do abandono desliza sobre meu corpo, infiltra-se até minha alma, matando-me cego e surdo. Aí compreenderei que as asas estão curtas e tão distante esta o céu." [ Danilo Alencar ]
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